sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Festa das iabás...



Irmãos de fé em Oxalá, no próximo sábado o Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum vai prestar uma homenagem as nossas queridas iabás. Aproveito a oportunidade para deixar expresso o amor que tenho pela minha querida mamãe Oxum. Esse lindo orixá representa na minha vida um enorme conforto maternal, amor pleno e puro, dedicação e fé.

Se não fosse minha mamãe, talvez não teria prosseguido a caminhada neste mundo de desafios espirituais. Ela é o espelho pelo qual procuro sempre me orientar. Seu amor incodicional me permite navegar por todas as turbulencias da vida.

Ora ye ye minha mãe Oxum. Tome conta do terreiro, que a casa é sua!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Gongá...



Nesta foto nosso irmão Leandro arruma gongá da Casa.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Festa dos príncipes e princesas...



No último sábado, realizamos nossa homenagem para os guardiões da nossa casa. Axé muito bom! Obrigado a todos os filhos da casa.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O ferreiro

Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinidade, praticou a caridade, mas, apesar de toda sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida. Muito pelo contrário: seus problemas e dívidas acumulavam-se cada vez mais. Uma bela tarde, um amigo que o visitara -- e que se compadecia de sua situação difícil -- comentou:

'É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar. Eu não desejo enfraquecer sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado".

O ferreiro não respondeu imediatamente. Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida. Entretanto, como não queria deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava. Eis o que disse o ferreiro: "Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transformá-lo em espadas. Você sabe como isto é feito? Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha. Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada. Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura. Tenho que repetir esse processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente".

O ferreiro deu uma longa pausa, acendeu um cigarro e continuou: `As vezes, o aço que chega até minhas mãos não consegue agüentar esse tratamento. O calor, as marteladas e a água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada. Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada de minha ferraria.

Mais uma pausa e o ferreiro concluiu: "Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições. Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e às vezes sinto-me tão frio e insensível como a água que faz sofrer o aço. Mas a única coisa que peço é: 'Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim. Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser -- mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas'“.

Lynell Waterman - por Paulo Coelho

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fim da 1ª etapa...



Amigos, é com prazer e satisfação que comunicamos o fim da 1ª etapa das obras do Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum. Apesar de toda a luta, valeu o resultado.

Avante filhos de fé, com a nossa lei nã há!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Exú, o grande paradoxo na caridade umbandística


Poder-se-ia aprofundar esta questão, polêmica por si. Como por exemplo refletindo as múltiplas facetas de Exú e a diversidade de interpretações existentes nos cultos.

Desde os idos da antiga África que Exú deixa estupefatos os circunstantes.

Para alguns umbandistas, mais ligados a dualidade católico-espirítica é um grande incômodo e não é permitido as suas manifestações.

Para outros liberados de constrições culposas, Exú ainda é vestido pelo inconsciente do imaginário popular com capa vermelha, tridente, pé de bode, sorridente entre labaredas.

Há os que “despacham” Exú para não incomodar o culto aos “orixás”.

Exú, sendo considerado entidade, não deve entrar, dizem os ortodoxos que preconizam a pureza das nações. Ali não tem lugar para egum...espírito de morto...

Existem os mais entendidos nos fundamentos da natureza oculta que compreendem Exú como o movimento dinâmico de comunicação entre os planos de vida. Entendem que o axé – asé – impulsiona a prática litúrgica que, por sua vez, o realimenta, pondo todo o sistema em movimento. Exú, vibração indiferenciada, não manifestada na forma transitória de um corpo astral ou outro veículo do plano concreto, é o que põe em movimento a força do axé – asé – por meio da qual se estabelece a relação de intercâmbio da dimensão física – concreta – com a rarefeita, a dimensão espiritual.

Em conformidade com esta conceituação, passa Exú a ser indispensável e o elemento de ligação mais importante em toda liturgia e prática mágica umbandística.

Sendo Exú o transportador, o que leva e traz, fecha e abre, para os africanistas ligados as tradições antigas, como concebê-lo sem o sacrifício animal para realimentação da força vital – o asé -, diante do preceito- tabu – que o sangue é o perfeito e indispensável condensador energético com esta finalidade?

Quando referimos africanista, não quer dizer negro. Para ser africanista, no sentido de se preconizar a retomada dos antigos ritos tribais, pode se ter qualquer cor de pele. Existem muito negros que tem verdadeira ojeriza a qualquer sacrifício assim como há muitos brancos a postos com a faca afiada.

Neste artigo não se preconiza contra as oferendas ritualísticas.

Pedimos tão somente a reflexão.

Reduzir toda a movimentação das forças cósmicas e seu ciclo retro-vitalizador ao derramamento de sangue pelo corte sacrificial é uma visão estreita, fetichista, da DIVINDADE. É uma posição reducionista, que demonstra dependência psicológica. Na atualidade se verifica que esta “práxis” extrapolou os limites de fé dos antigos clãs tribais e está inserida na variedade racial da sociedade que a compõe e ao mesmo tempo a confronta, já que objetiva a manutenção financeira de cultos religiosos e o prestígio de seus chefes, dado que o sangue equivocadamente está ligado a força, poder, resolução de problemas e abertura dos caminhos. Saber manipulá-lo, ter cabeça feita, ser iniciado no santo simboliza este poder. Este apelo mágico divino atrai mais que retrai, pelo natural imediatismo das pessoas em resolver seus problemas.

Afirmamos que é plenamente possível se movimentar todo o axé – asé -, harmonicamente integrado com a natureza de amor cósmico e crística da Umbanda, equilibrado com a sua essência que é fazer a caridade desinteressada, e GRATUÍTA, sem ceifar vidas e derramar sangue.

O próprio aparelho mediúnico é o maior e mais importante vitalizador do ciclo cósmico de movimentação do axé – asé. Ele é o “fornecedor”, a cada batida do seu coração, o sangue circula em todo seu corpo denso, repercutindo energeticamente nos corpos mais sutis e volatilizando no plano etéreo. Desta forma, os espíritos mentores, que não produzem estas energias mais densas e telúricas, se valem de seus médiuns que fornecem a vitalidade necessária aos trabalhos caritativos aos necessitados. Há os espíritos que vampirizam estes fluídos. São dignos de amor, de amparo e socorro, o que fazem as falanges de Umbanda.

Fonte: http://www.caboclopery.com.br/refletindo_a_umbanda.htm