terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vaidade e mediunidade


A Umbanda, por não possuir uma codificação doutrinária que “padronize” seus rituais, usos e costumes litúrgicos no intercâmbio mediúnico, abriga um grande número de seguidores e adeptos. Assim como vai esclarecendo, confortando, promovendo a reforma íntima e evangelizando através das consultas individuais e assistência espiritual do Plano Astral Superior, dando alento a todos os necessitados independente das crenças individuais, ao mesmo tempo sofre os desmandos de alguns filhos de fé umbandista que se deixam envolver pelo astral inferior e acabam praticando uma falsa Umbanda: com vaidade, ganho financeiro, oferendas descabidas e sacrifícios de animais. Os médiuns vaidosos são os mais visados pelos ataques das Sombras, sempre dispostos a atender aqueles que se encontram com o ego exaltado. Pela característica das manifestações mediúnicas na Umbanda, é exigido aos médiuns um esforço contínuo no sentido de manterem a humildade, eis que não existe Guia mais “forte” do que outro, pois os critérios que levam à concretização dos pedidos dos consulentes independem do nome da entidade que assiste o medianeiro, da sua hierarquia espiritual ou se estão mais ou menos “incorporado” no “cavalo”. O que leva a brisa benfazeja para os que buscam a Umbanda para a cura, o alento espiritual, e até algumas questões que envolvam auxílio das falanges benfeitoras no campo material, é nada mais que o merecimento, associado ao respeito do livrearbítrio de todas as criaturas. Essa é a maior dificuldade dos médiuns: discernir as fronteiras tênues do que intermediam com o Astral – se é adequado dentro das leis de equilíbrio e de causalidade que regem o carma de todos os seres. A ambição atiçada pelo ganho fácil e seguidamente provocada pelos elogios dos consulentes, que procuram agradar os médiuns em troca de favores, trabalhos milagrosos e toda sorte de ajuda que envolve as situações comezinhas da vida material, é como a ferrugem que lentamente e sem maiores esforços corrói fina ourivesaria.

Jardim dos Orixás Ramatis – Norberto Peixoto.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ser umbandista é...



Ser Umbandista é amar a Deus acima de todas as coisas!!!

Ser Umbandista é amar a natureza e respeitá-la, pois Deus está lá!!!

Ser Umbandista é reconhecer que os Orixás são Potências de Deus, Divindades, que manifestam as qualidades do Criador de tudo e de todos!!!

Ser Umbandista é ser amante da sabedoria, da virtude, da justiça e da humanidade!!!

Ser Umbandista é ser amigo dos pobres, dos desgraçados que sofrem, dos que choram, dos que têm fome e clamam pelo direito de justiça!!!

Ser Umbandista é querer a harmonia das famílias, a concórdia dos povos, a paz do gênero humano!!!

Ser Umbandista é levar para o terreno prático, aquele formosíssimo preceito de todos os lugares e todos os séculos, que diz com infinita ternura aos homens de todas as raças, desde o alto de uma cruz e com os braços abertos ao mundo: “Amai-vos uns
aos outros, formai uma só família, sede irmãos!!!

Ser Umbandista é pregar a tolerância; praticar a caridade sem distinção de raças, crenças ou opiniões, é lutar contra a hipocrisia e o fanatismo!!!

Ser Umbandista é viver para a realização da Paz Universal, tendo pelos encarnados o mesmo respeito que se dedica aos desencarnados!!!

Ser Umbandista é ter uma crença religiosa sem tabus ou preconceitos, fundamentada na ética e no bom senso, sem ferir os valores dos bons costumes!!!

Ser Umbandista é respeitar a máxima que diz “somos imagem e semelhança de Deus”, vendo Deus na presença do semelhante e em nós, através de nossas virtudes de Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração!!!

Ser Umbandista é dar de graça o que de graça recebemos!!!

SE VOCÊ NÃO REÚNE ESTAS CONDIÇÕES, AFASTE-SE DA UMBANDA!!!


Texto adaptado, por Alexandre Cumino, do original: “Cuidado! O Senhor Não Deve Ser Maçom”, publicado em “A Voz do Vale do Rio Grande”, Paulo de Faria, SP, em 04 de Janeiro de 1976 e de autor desconhecido.
Jornal de Umbanda Sagrada, agosto de 2003.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pedi a Ogum...



Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não!
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.

Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não!
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário

Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não!
Paciência é um subproduto das tribulações Ela não é dada, é aprendida.

Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não!
Eu dou bênçãos Felicidade depende de você.

Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não!
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.

Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não!
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.

Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não!
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.

Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia..


Bela mensagem para reflexão neste final de ano. Axé e feliz 2011 para todos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Por que pedimos silêncio no terreiro?



Atente para o que você fala. Boas palavras são as que edificam, elevam e agradam. Más palavras são as que destroem, rebaixam e machucam. O que sai da boca é força criadora.

Provindos de Deus, os orixás são os grandes criadores, e se expressam pelo som. A palavra é, portanto, um dos meios de manifestação do Divino na Terra, e quando proferida passa a produzir efeitos; não há como fazê-la retornar. Por isso, ao adentrar um terreiro de umbanda, pense antes de falar.

Pense novamente e evite excessos, pois muito antes de sua chegada os falangeiros dos orixás já estão organizando, em nível astral, todo o aparato necessário para providenciar o socorro e a cura dos espíritos doentes e sofredores. Os meios necessários para a defesa desse "hospital de almas" são ativados com a finalidade de conter os ataques trevosos que a casa irá receber antes, durante e depois da sessão. Portanto, não seja o porta-voz das sombras, trazendo desarmonia para o ambiente. Facilite o trabalho, não julgando nada, não emitindo opinião, ou melhor, adotando uma postura de imparcialidade diante do momento existencial e da dor de cada um.

Como você não sabe de seu passado, então deve vigiar os seus pensamentos e as suas palavras. Deve regrar-se pela verdade e pela sensatez; regular o tom de voz, falando mais baixo, e ser delicado com as pessoas.

Médium trabalhador, é seu dever transmitir paz, certeza, carinho e alegria aos que chegam. Tudo o que você fala precisa ser digno de ser ouvido por nós do "lado de cá", singelos obreiros dos orixás.

Lembre-se sempre disso e fale aos outros como se estivesse falando direto a Deus ao pisar num terreiro de umbanda.


Exu Tiriri

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Fotos da Festa das Iabás...

Nosso axé!




Mesa posta para as senhoras




Terreiro arrumado para receber nossas queridas iabás

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Festa das iabás...



Irmãos de fé em Oxalá, no próximo sábado o Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum vai prestar uma homenagem as nossas queridas iabás. Aproveito a oportunidade para deixar expresso o amor que tenho pela minha querida mamãe Oxum. Esse lindo orixá representa na minha vida um enorme conforto maternal, amor pleno e puro, dedicação e fé.

Se não fosse minha mamãe, talvez não teria prosseguido a caminhada neste mundo de desafios espirituais. Ela é o espelho pelo qual procuro sempre me orientar. Seu amor incodicional me permite navegar por todas as turbulencias da vida.

Ora ye ye minha mãe Oxum. Tome conta do terreiro, que a casa é sua!