segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tempo de amolar o machado



Conta-se que um jovem lenhador ficara impressionado com a eficácia e rapidez com que um velho e experiente lenhador da região onde morava, cortava e empilhava madeiras das árvores que cortava.


O jovem o admirava, e o seu desejo permanente era de, um dia, tornar-se tão bom, senão melhor, que aquele homem, no ofício de cortar madeira.


Certo dia, o rapaz resolveu procurar o velho lenhador, no propósito de aprender com quem mais sabia.


Enfim ele poderia tornar-se o melhor lenhador que aquela cidade já tinha ouvido falar. Passados apenas alguns dias daquele aprendizado, o jovem resolvera que já sabia tudo, e que aquele senhor não era tão bom assim quanto falavam.


Impetuoso, afrontou o velho lenhador, desafiando-o para uma disputa: em um dia de trabalho, quem cortaria mais árvores.


O experiente lenhador aceitou, sabendo que seria uma oportunidade para dar uma lição ao jovem arrogante.


Lá se foram os dois decidir quem seria o melhor.


De um lado, o jovem, forte, robusto e incansável, mantinha-se firme, cortando as suas árvores sem parar.


Do outro, o velho lenhador, desenvolvendo o seu trabalho, silencioso, tranquilo, também firme e sem demonstrar nenhum cansaço.


Num dado momento, o jovem olhou para trás a fim de ver como estava o velho lenhador, e qual não foi a sua surpresa, ao vê-lo sentado.


O jovem sorriu e pensou: Além de velho e cansado, está ficando tolo. Por acaso não sabe ele que estamos numa disputa?


Assim, ele prosseguiu cortando lenha sem parar, sem descansar um minuto.


Ao final do tempo estabelecido, encontraram-se os dois, e os representantes da comissão julgadora foram efetuar a contagem e medição.


Para a admiração de todos, foi constatado que o velho havia cortado quase duas vezes mais árvores que o jovem desafiante.


Este, espantado e irritado, ao mesmo tempo, indagou-lhe qual o segredo para cortar tantas árvores, se, uma ou duas vezes que parara para olhar, o vira sentado e tranquilo.

Ele, ao contrário, não havia parado ou descansado nenhuma vez.

O velho, sabiamente, lhe respondeu:

Todas as vezes que você me via sentado, eu não estava simplesmente parado, descansando. Eu estava amolando o meu machado!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Um pouco de nossa história...

O Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum , carinhosamente chamado por nós de Cuco, é uma sociedade religiosa, sem fins lucrativos, fundada no plano físico em 10 de março de 2009. O templo se localiza na Quadra 14, conjunto F, casa 10 do bairro de Arapoanga em Planaltina, Distrito Federal.

A Casa tem por objetivos: praticar a caridade, seja de ordem espiritual ou material, difundir a doutrina umbandista e prestar, sem distinção ou cobrança monetária, assistência àqueles que necessitarem. No campo espiritual, o Cuco é dirigido pelo Sr. Ogum Beira – Mar, Caboclo Sete Flechas, Pai Cipriano das Almas e Exú Tranca Ruas das Almas, sendo Oxum o orixá regente do templo.

No campo espiritual, o compromisso de fundação da Casa foi firmado, ainda no ano de 2008 (dia 07 de junho), entre o próprio patrono do tempo, Senhor Ogum Beira-Mar, e o pai pequeno e primeiro presidente do Centro, Diogo Alberto de Sá. Na ocasião, o guia, incorporado no zelador espiritual, Danilo Molina, discursou a respeito da necessidade de instalação física de uma casa de caridade a serviço das leis divinas e se comprometeu a mobilizar esforços do lado espiritual para a estruturação do templo.

O desafio foi, então, aceito de imediato pelo nosso pai pequeno. Nesta reunião mediúnica, também estava presente a filha de fé Renata Mendes Molina. Dentre as orientações repassadas pelo Senhor Ogum, naquela noite, ficou a obrigação de estruturar energeticamente a corrente mediúnica e foi dado o prazo de sete anos para a abertura oficial da casa para o público. A única exigência feita na época foi a de que a inauguração do Cuco fosse em uma festa de Ogum, prazo que se dá em 23 de abril de 2014.

Então, começou o trabalho de firmeza energético do templo com sessões mediúnicas tanto na residência do zelador espiritual, quando na do pai pequeno da casa. Nesse meio tempo, novos membros foram se incorporando a correte, como nosso ogã Caio Molina, e o trabalho espiritual de organização do templo foram crescendo.
Com a doação do terreno, em 2009, viu-se a necessidade de constituição jurídica do templo para que a casa pudesse, oficialmente, se tornar proprietária do lote onde funcionaria o templo. Então, a fundação oficial do Cuco aconteceu em 10 de março de 2009.

Neste ponto, não podemos deixar de citar a participação fundamental de três pessoas: Adílson Silva, Maria Adelia da Silva Molina e Walter Molina. Foram esses três sócios beneméritos que viabilizaram a execução da construção física do nosso templo. Também foi durante a época da construção que nosso irmão de fé Leandro ingressou na corrente e recebeu a atribuição de ser o caseiro do Cuco.

Vale lembrar, que toda a estrutura física do templo também seguiu orientação da cúpula espiritual da Casa. A localização de cada uma das casinhas e pontos de forço do terreiro foi designada pelos próprios guias, assim como a forma de realizar e proceder o assentamento de cada uma dessas firmezas.

Com o andamento dos trabalhos mediúnicos, os membros da corrente e freqüentadores do templo sentiram necessidade de um maior entendimento sobre a doutrina umbandista. Foi daí que nasceu o evangelho do Pai Cipriano.

Uma vez por mês, os filhos de fé se reuniam com o Pai Cipriano das Almas para receber orientação sobre doutrina da Casa e informações sobre a própria religião, além de poderem tirar dúvidas sobre a espiritualidade com o próprio vovô. Foram justamente nesses evangelhos que o nosso irmão Henrique e, posteriormente, as nossas irmãs Ana Paula e Ana Lívia receberam a missão de constituir o grupo de doutrina.

Esse grupo é responsável pelo curso de formação de todos os novos médiuns que desejam ingressar na corrente do Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum. Todos ensinamentos repassados pelo grupo de doutrina são fundamentados nos evangelhos do próprio Pai Cipriano das Almas.

Temos, ainda, a missão de evoluir junto com os nossos guias e protetores espirituais. Afinal, não é apenas de tijolos e cimento que uma obra de caridade é constituída, mas sim de toda fé e dedicação dos filhos de fé em Oxalá.

Agora, com o templo já construído, temos o dever de estruturar e equilibrar energeticamente nossa corrente mediúnica. Pois, devemos estar prontos para o momento em que as portas do templo forem abertas para todos. Afinal, é preciso fazer o bem sem olhar a quem. É nosso dever sabermos todos os procedimentos e posturas da Casa. Afinal, seremos exemplos para os futuros filhos de fé e freqüentadores do templo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Paz

Oxalá é quem governa o mundo
Só ele pode governar
Foi ele quem nos deu a luz
Clareou a Umbanda e os nossos Orixás
Foi ele quem nos deu a luz
Clareou a Umbanda e os nossos
Orixás.Oxalá, Oxalá, Oxalá
Abre os caminhos pra seus filhos trabalhar,
Oxalá.Oxalá,Oxalá, Oxalá
Abre os caminhos pra seus filhos trabalhar.

Itálico

terça-feira, 10 de maio de 2011

Comportamento do médium umbandista

Reforma íntima

A partir da ciência de sua mediunidade e do compromisso de colocá-lo a serviço da espiritualidade, o médium deverá conscientizar-se da própria necessidade de melhorar comportamentos e atitudes no dia a dia, que automaticamente refletirão de modo positivo nos trabalhos que realizará no templo e em sua vida como um todo.

Quando alguém assume o grau de médium, dele também é exigido que purifique seu íntimo, que reformule seus antigos conceitos a respeito da religiosidade e que se porte dignamente, de acordo com o que dele esperam os orixás sagrados, que o ampararão daí em diante.

A transformação interior é o caminho correto da vida, o caminho da retidão, o caminho da fé e da vontade, o caminho da luz. Em nossa mente e em nosso coração não deve haver separação entre mundo material e espiritual; não há tempo para a matéria e um tempo para o espírito, pois o valor da vista está na eternidade. A qualidade de tudo é universo de Deus.

A prática religiosa deve ser um ato sagrado o tempo todo, levando a simplicidade da vida para dentro do nosso coração e tornando sagrado o nosso mundo, as nossas ações, os nossos momentos. Não é preciso “arranjarmos tempo” para praticar a religião, o necessário é transformarmo-nos interiormente, buscando nossa verdadeira natureza e identidade, a cada momento, expressando isso na criação de um mundo melhor. É preciso purificar o corpo físico e o coração.

Purificação do corpo

A purificação do corpo implica comportamento limpo, claro e aberto, dar carinho e servir aos outros, fazendo de nós um modelo a ser seguido. Significa não ir à busca do prazer da gula, não falar palavras fúteis, desrespeitosas ou sobre os erros dos outros; não promover discórdias; mas sim, incentivar as pessoas a fazerem as coisas certas; falar palavras reconciliadoras; ser educado, amoroso, suave, delicado, afável, e benevolente; não falar alto e grosseiramente. Implica, ainda, o consumo de alimentos depurativos do sangue e curativos e a suspensão de vícios e maus hábitos.

Nos dias de trabalho estamos para Deus. Certos cuidados são exigidos: não ter relação sexual por pelo menos 24 horas antes; não ingerir bebida alcoólica e/ou outras substâncias prejudiciais a saúde , sejam elas legais ou ilegais; evitar o consumo de carne de qualquer espécie (principalmente carnes vermelhas). A alimentação deve ser leve, pois refeições pesadas ou picantes demais trazem distúrbios orgânicos e energéticos que desvirtuam o trabalho do médium, interferem na concentração e despertam emoções mais densas.

O excesso de alimentação produz odores desagradáveis pelos poros, pela saída dos pulmões e do estomago. O álcool e outras substâncias tóxicas conturbam os centros nervosos, entorpecendo a mente, anulando a percepção extra-sensorial e alternado certas funções psíquicas. Também abrem o campo mediúnico às vibrações negativas e estimulam o emocional dos médiuns.

Os procedimentos de resguardo visam desobstruir os pontos de captação de energias e afinizar a vibração do médium em seus padrão pessoal. Quanto mais puro em suas energias, mais facilmente o médium sintonizará, vibratoriamente, as irradiações dos orixás e isto, se feito continuamente, se expressará na saúde do médium, tornando-o menos suscetível às doenças.

Purificação do coração

A purificação do coração, enquanto fonte de consciência do ser humano, ocorre com a preservação do pensamento limpo e sem defeito. Para isso, devemos desenvolver a sinceridade, o respeito, a humildade, a gratidão, a harmonia, o contentamento, a misericórdia, a compaixão, a abnegação e o perdão, no entanto sem aplacar o sentimento de revolta contra as injustiças e a miséria.

Este mundo transitório da matéria deve ser entendido como uma dádiva, para podermos enxergar nossa verdadeira dimensão e caminhar para a comunhão com a consciência divina. Em nossa prática do dia-a-dia, temos de ser, nós mesmos, uma fonte de luz.

O ciclo reencarnacionista é uma das vias de evolução, sob irradiação dos sagrados orixás, na qual todo e qualquer espírito tem a possibilidade de percorrer um caminho de infinito aperfeiçoamento, tanto no plano material, quanto no plano espiritual.

O sentido da vida está em ajudarmos no equilíbrio de nossos semelhantes. Aqueles que se tornaram conhecedores da Lei e já conquistaram seu equilíbrio buscam a essência do Criador nas coisas mais simples; sacrificam-se pelos semelhantes, sem nada esperar em troca; preocupam-se em não depredar a natureza. Integram-se por inteiro ao ancestral místico, sabendo que tudo é parte do mesmo corpo de Olorum.

A nós umbandistas, cabe purificar o nosso íntimo, renovar a religiosidade e a fé nos sagrados orixás, no nosso meio humano, sofrido e desencantado com tantas injustiças sociais. Temos que lidar, simultaneamente, como o nosso íntimo e com o nosso meio, sem nos dissociarmos de nada ou de ninguém a nossa volta. É fundamental que conquistemos os dons, as virtudes e a harmonia para o nosso planeta, retornando à simplicidade de cultuar Deus, de sermos responsáveis pela vida e auxiliares do nosso Divino Criador. Se essa for a prática cotidiana na vida do médium, torná-lo-á inacessível aos espíritos trevosos e às vibrações negativas.






Fonte: Manual Doutrinário. Ritualístico e Comportamental Umbandista - Lurdes de Campos Vieira com supervisão de Rubens Saraceni

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Salve Ogum Guerreiro de Oxalá...

Com as benção de nosso patrono Ogum Beira-Mar vamos retomar os trabalhos mediúnicos da nossa casa. Espero que nesta retomada de jornada, a carroagem de fogo de nosso pai Ogum possa cruzar o céu das nossas vidas e abençoar os caminhos de todos os membros do Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum.

Que a espada de ferro do grande guerreiro da umbanda corte todos os pensamentos e energias que nos impedem de evoluir e caminhar no rumo da luz. Mesmo que para isso tenho que cortar nossa própria carne. Que seja feita sua vonta, grande guerreiro de Oxalá!

A primeira espada quem ganhou foi ele
Mas ele é, ele é Ogum Megê!
Que vem na terra pra seus filhos proteger.

Ogunhê, meu pai!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os verdadeiros umbandistas

Falam em tantas Umbandas: branca, esotérica, popular, traçada, de nação, omolokô, umbandomblé, candomblé de caboclo, evangelizada, kardequizada, iniciática e outras mais. O que é Umbanda então? Se são tantas, porque cada qual teima em dizer que somente a sua, aquela que ele pratica, é a verdadeira?
Origens, respondem todos em uníssono! Esta seria a solução para os problemas! E qual a origem da Umbanda verdadeira? Lá vamos nós novamente viajar por inúmeras teses. Negros Africanos, Sumérios, Atlântida, Astros, Planetas Diversos, Seres Extraterrenos, Anjos Celestiais, etc... Mas será que isso tudo é importante? Por que temos que precisar ou determinar qual das Umbandas é a mais ou a unicamente correta? Quem sabe não são mesmo várias Umbandas, totalmente diferentes umas das outras. Ou, ainda por outro lado quem sabe, ela é somente uma mesmo, apenas com várias ramificações! E porque seria assim?


Afinal de contas todas as demais religiões não são únicas? Serão mesmo? Vejamos: a Igreja Católica divide-se em uns cem números de ramificações, das tradicionais às mais atuais. Tem a Apostólica Romana, Apostólica Brasileira, Carismáticos, Ortodoxos e outras. E todos se denominam como? Católicos! Nada mais!


Se as conversas convergem para fundamentos religiosos, aí sim quando sabem, denominam-se especificadamente. E os Evangélicos? Autodenominam-se Cristãos! Antes eram Crentes, agora não gostam mais dessa denominação, afinal de contas, os praticantes das demais religiões também o seriam, já que todos os que crêem em Deus, Crentes como eles seriam. Mesmo que seja aplicada de igual forma em relação a Cristãos o entendimento sobre outras religiões, parece esta denominação genérica a que mais os diferenciam das demais. Mas e entre eles próprios, existem diferenças entre as denominações? Sim e não são poucas. Batista, Adventista, Assembléia de Deus, Testemunha de Jeová e outras mais novas. E nós, os Umbandistas, e porque não dizer Espíritas, não podemos ter também várias denominações ou entendimentos? Opa! Espere um pouco! Umbandistas ou Espíritas? Lá vamos ter outra briga séria com alguns de nossos irmãos Kardecistas. Afinal de contas, de acordo com alguns deles, somente são espíritas os que seguem a doutrina espírita desenvolvida por Allan Kardec.


Mas qual a definição de Espírita? De acordo com o próprio Allan Kardec, que no livro dos médiuns, assim define Espírita. "Espírita, é aquele que crê no espírito e nas suas manifestações". Assim todo aquele que acredita nesta máxima, do ponto de vista do próprio Kardec, então será espírita.


Devemos apenas nos preocupar em sermos bons espíritas. Coisa que, infelizmente muitos irmãos, sejam Umbandistas, Kardecistas ou outros, ainda não se preocupam como deveriam. Mas voltemos aos nossos próprios problemas. Já temos bastantes deles entre nós para que nos preocupemos com outros externos! O que é mais importante numa religião? De onde ela vem ou para onde ela vai? Que interessa o berço em relação ao trabalho futuro. Será mais importante a caridade do irmão de poucas posses do que a oração do mais abandonado? Se formos olhar bem a fundo cada uma das diversificações de nomes ou qualificações das diversas Umbandas, veremos que em todas elas manifestam-se entidades espirituais semelhantes, tais como os Caboclos, Pretos Velhos, Exus, Crianças e Orixás. Uma religião que prima pela Caridade, Humildade e Amor, não poderia se dividir tanto entre seus filhos.


Discutem se o Caboclo pode ou não pode usar cocar, se o Preto-Velho pode ou não pode usar chapéu, se Exu é guardião ou apenas mensageiro e deixa-se muitas vezes de perceber e até mesmo de cobrarem a si próprios se a caridade que estão praticando ou intermediando é real. Será que chegar ao centro já olhando que horas são, pois o médium tem um compromisso inadiável mais tarde, permitirá ao Caboclo praticar uma boa caridade utilizando aquela matéria tão apressada?


Será que a humildade do Preto-velho terá capacidade de influenciar uma pessoa acometida de mau momento ou dor física, a ter calma ou perdoar a quem a tenha ofendido, vibrando numa cabeça que o encara não como um escravo simples, que pela dor alcançou a luz, mas sim como um majestoso soberano que não poderia imaginar como tamanha fraqueza de pensamentos pode assolar estas ínfimas criaturas.


E ainda sobre o Caboclo, o qual na concepção daquele médium não é índio, mas médico ou um antigo rei de uma civilização ainda desconhecida, poderá atuar sobre quem o considera apenas um índio forte e garboso? E Exu? Ele que em algumas casas mais sofisticadas é Guardião, entidade de alta luz que tem trânsito livre entre todos os ambientes vibracionais, liberando ou aprisionando almas ainda em decomposição moral, e que nas casas mais populares é apenas um enviado de entidades, ou mesmo um serviçal incumbido de levar e trazer as cascas grosseiras dos restos dos trabalhos espirituais, descarregando-os nos lodaçais espirituais no baixo astral de onde ele pode até sair, mas não poderá ir tão alto, para que as luzes espirituais dos ambientes muito elevados não o ceguem. E se saísse, o que faria? Sua fraqueza espiritual não o permitiria enxergar mesmo os seres iluminados de outras diretrizes. Será mesmo que as entidades se preocupam com estas diferenciações? Não! As entidades espirituais são seres de luz, são apesar de ainda imperfeitos na evolução espiritual, conhecedores da visão mais iluminada da caridade. Eles não se preocupam com as roupas que a eles queremos impor. Para eles o que importa é o amor, a união, a elevação.


Irmãos! Que divisão nada! A Umbanda é única! Ela é perfeita! Tão perfeita que se adapta a tantas interpretações, tão linda e majestosa, que aos olhos de cada um mostra a luz da maneira que possa ser percebida. E suas origens são mesmo polêmicas, mas não traduzem os maiores ideais da religião: Caridade, Humildade e Amor. Que se busquem historicamente as origens, mas não contaminemos nossa prática religiosa com nossas próprias imperfeições, com nossos próprios preconceitos, com nossos próprios interesses pessoais.


Ao invés de subdesenvolvido, que tal tradicional? Ao invés de cultos exagerados, que tal criteriosos? Ao invés de discussão, que tal aceitação? Não seremos menores se Africanistas, ou maiores se Iniciáticos! Mais capazes, se optarmos por fundamentos de nação ou menos capazes, se seguirmos os ensinamentos à luz Kardequiana! Seremos sim maiores ou menores, se levarmos em consideração a caridade que conseguirmos praticar! Muitos se mostram prontos para uma verdadeira luta na intenção de resgatar a verdadeira Umbanda, outros pretendem livrá-la de influências negativas de outras religiões.


Vamos fazer mais que isso! Vamos praticar a nossa Umbanda, aquela que nos toca ao coração com sentimentos de amor e caridade. Vamos mostrar esse amor a todos os nossos irmãos. E aí quem sabe, teremos uma Umbanda única e verdadeiros Umbandistas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ogum... Toma conta de mim!



Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas de agir e servir.

Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto de sombras e sentirás talvez o coração trânsido de lágrimas.

Ainda assim, não te marginalizes.

Chora, mas prossegue lutando e trabalhando pelo bem comum.

Se tropeças, reajusta-te.

Se cais, levanta-te e continua em serviço.

Se desenganos te requisitam, torna ao replantio de esperanças maiores e segue adiante, amando e auxiliando no melhor a fazer.

Relacionando as dificuldades que todos trazemos, por enquanto, nos recessos do ser, é justo considerar que a vitória em nós e sobre nós ainda nos custará muito esforço de construção e reajuste, entretanto, para altear-nos ao ideal do bem, fixando energias para sustentá-lo, recordemos o Cristo de Deus; regressando, depois da morte, à convivência dos discípulos, Jesus nem de longe lhes assinala as deficiências e as fraquezas e sim lhes reafirma em plenitude de confiança:


– “Estarei convosco até o fim dos séculos.”


Emmanuel