quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Confraternização



Pessoal, no último dia 19 de dezembro, realizamos a confraternização de final de ano do Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum. A festa estava maravilhosa. Agradeço a participação de todos e, também, todo axé e dedicação ao longo de 2009. Para 2010, mais força para nossos trabalhos e conclusão das obras.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Ora-ye-yeo





"Kerêô declaro aos de casa que estou chegando


Quem sabe venha buscar-me em festa


Orarei a Oxum


Que adoro Oxum, sei que sim


Xinguinxi comigo


Oxum que me cura com água fresca


Sem gota de sangue


Dona do oculto, a que sabe e cala


No puro frescor de sua morada


Oh! Minha mãe, rainha dos rios


Água que faz crescer as crianças


Dona da brisa de lagos


Corpo divino sem osso nem sangue


Orarei a Oxum


Que adoro Oxum, sei que sim


Xinguinxi comigo


Eu saúdo quem rompe na guerra


Senhora das águas que correm caladas


Oxum das águas de todo som


Água da aurora no mar agora


Bela mãe da grinalda de flores


Alegria da minha manhãOrarei a Oxum


Que adoro Oxum, sei que sim


Xinguinxi comigo


Ipondá que se oculta no escuro


De longe me chega a cintilaçãodos seus cíliosOxum é água que aparta a morte


Oxum melhora a cabeça ruim


A yê yê orarei!Bendita onda que inunda a casa do traidor


Orarei a Oxum


Que adoro Oxum, sei que sim


Xinguinxi comigo


Oxum que eu bendigo na boca do dia


Oxum que eu adoro


Rica de dons


Riqueza dos rios


Oxum que chamei


Que não chamei


Adê-okô
Senhora das águas"




terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mais construção...


Desculpem por não estar falando sobre nossa querida umbanda propriamente dita,mas as obras de contrução da Casa tem tomado quase todo nosso tempo. Vamos mantendo todos informados por aqui. Essa foto foi tirado hoje.

Axé!

Endereço

Pessoal, as obras do Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum continuam. Não são pequenas pedras no caminho que nos impedirão de caminhar. Para os interessados, já temos endereço.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Panorama CUCO

Mais uma foto do panorama da construção do Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum.

Muito axé para todos!

As obras continuam...


Salve irmãos, as obras do Centro de Umbanda Cavaleiros de Ogum estão indo muito bem. Na última vez que estive por lá, tirei umas fotos. Vou postá-las aqui para que vocês tenham idéia de como está ficando. Vamos manter a força para que a gente consiga abrir a casa logo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Livro sobre Exu causa guerra santa em escola municipal

Professora umbandista diz que foi proibida de dar aulas em unidade de Macaé, dirigida por diretora evangélica

POR RICARDO ALBUQUERQUE, RIO DE JANEIRO Rio - As aulas de Literatura Brasileira sobre o livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, se transformaram em batalha religiosa, travada dentro de uma escola pública. A professora Maria Cristina Marques, 48 anos, conta que foi proibida de dar aulas após usar a obra, recomendada pelo Ministério da Educação (MEC). Ela entrou com notícia-crime no Ministério Público, por se sentir vítima de intolerância religiosa.


Maria é umbandista e a diretora da escola, evangélica. A polêmica arde na Escola Municipal Pedro Adami, em Macaé, a 192 km do Rio, onde Maria Cristina dá aulas de Literatura Brasileira e Redação. A Secretaria de Educação de lá abriu sindicância e, como não houve acordo entre as partes, encaminhou o caso à Procuradoria-Geral de Macaé, que tem até sexta-feira para emitir parecer.


Em nota, a secretaria informou que “a professora envolvida está em seu ambiente de trabalho, lecionando junto aos alunos de sua instituição”.A professora confirmou ontem que voltou a lecionar. “Voltei, mas fui proibida até por mães de alunos, que são evangélicas, de dar aula sobre a África. Algumas disseram que estava usando a religião para fazer magia negra e comercializar os órgãos das crianças. Me acusaram de fazer apologia do diabo!”, contou Maria Cristina.


Sacerdotisa de Umbanda, a professora se disse vítima de perseguição: “Há sete anos trabalho na escola e nunca passei por tanta humilhação. Até um provérbio bíblico foi colocado na sala de professores, me acusando de mentirosa”. Negro, pós-graduado em ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira, o diretor-adjunto Sebastião Carlos Menezes aguardará a conclusão da procuradoria para opinar. “Só posso lhe adiantar que a verdade vai prevalecer”, comentou. Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, Sebastião contou que a diretora Mery Lice da Silva Oliveira é evangélica da Igreja Batista.


ATÉ CINCO ANOS DE PRISÃO


“Se houver preconceito de religião, acredito que deva ser aplicado todo o rigor da lei”, afirmou o coordenador de Direitos Humanos do Ministério Público (MP), Marcos Kac. O crime de intolerância religiosa prevê reclusão de até 5 anos. Em caso de injúria, a pena varia de 3 meses a 2 anos de prisão. O MP poderá entrar com ação pública penal se comprovar a intolerância religiosa.


“Caso contrário envia à delegacia para inquérito”, explicou Kac.Alunos do 7º ano leram a obra: referências ao folcloreEm 180 páginas, o livro ‘Lendas de Exu’, da Editora Pallas, traz informações sobre uma das principais divindades da cultura afro-brasileira. O autor da obra, Adilson Martins, remete ao folclórico Saci Pererê para explicar as traquinagens e armações de Exu. Na introdução, Martins diz que ele é “um herói como tantos outros que você conhece”. Em Macaé, 35 alunos do 7º ano do Ensino Fundamental leram o livro.


Nas religiões afro-brasileiras, Exu é o mensageiro entre o céu e a terra, com liberdade para circular nas duas esferas. Por isso, algumas pessoas acabam o relacionando a Lúcifer.O presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, garantiu que outros autores de livros, como Jorge Amado e Machado de Assis, sofrem discriminação nas escolas:


“As ideias neopentecostais vêm crescendo muito, desrespeitando a lei”. Ivanir explicou que o avanço da discriminação religiosa provocou o agendamento de um encontro, dia 12 de novembro, com a CNBB: “Objetivo é formar uma mesa histórica sobre os cultos afro e estabelecer uma agenda comum”.


VIVA VOZ


Até mães de alunos me proibiram de falar sobre a África. “Acusam-me de dar aula de religião. Não é verdade. No livro ‘Lendas de Exu’, de Adilson Martins, há histórias interessantes, são ótimas para trabalhar com os alunos. Li os contos, como se fosse uma contadora de histórias, dramatizando cada uma delas. Praticamos Gramática, e os alunos ilustraram as histórias de acordo com a imaginação deles. Não dá para entender por que fui tão humilhada. Até mães de alunos, evangélicas, me proibiram de falar sobre a África”.


MARIA CRISTINA MARQUES, professora, 48 anos