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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Defuma com as ervas da jurema...


Muitos umbandistas lembram-se do uso ritualistico das ervas em banhos, amacis e abos e esquecem da manipulação delas junto ao fogo. Grande parte das vezes, essa manipulação de energia se dá por meio da defumação. Além de ser fundamental para o trabalho da umbanda, a defumação é um dos rituais que mais chama atenção de quem vai pela primeira vez participar de uma sessão.
Ao queimarmos as ervas, estamos soltando no ar elementos de poder energético aglutinado em meses ou anos absorvido do solo da Terra, da energia dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das plantas. Essa energia, externada pela fumaça, é capaz de desagregar larvas astrais de baixa vibração fruto da qualidade de pensamentos e desejos.
Dependendo do objetivo deve-se utilizar diferentes tipos de ervas para a defumação. Existem plantas que associadas permitem harminizar e energizar pessoas e ambientes. Há, também, vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior. Assim, podemos dividir a defumação em duas categorias: defumação de descarrego e defumação lustral.
A defumaçã de descarrego serve para afastar seres do baixo astral e dissipar larvas astrais que impregnam um ambiente. Em geral, para esse tipo de defumação, utiliza-se ervas quentes com essencias mais agressivas como, por exemplo: alecrim, arruda, espada de São Jorge, guiné, pó de café e casca de alho
Já a defumação lustral atrai para os ambientes, correntes positivas dos Orixás, Caboclos, e Pretos Velhos e atrai bons fluidos e energia para as pessoas presentes no local. Essa defumaçãoi é feita com ervas de poder calmante e energizantes. Como principais exemplos temos: alfazema, flor de laranjeira, canela, bejoim e verbena.
Para defumar pode-se usar as ervas em sua forma natural, em pó ou em pequenos pedaços moídos, em forma de casca miúda, etc. Para se queimar essas ervas, usa-se normalmente um recipiente chamado turíbulo.
Turíbulos são recipientes de metal ou barro usados para queimar o incenso. Na Umbanda, usam-se nas giras ou sessões públicas, o turíbulo como na figura ao lado. Para queimar as ervas usam-se normalmente o carvão vegetal.
Lembrando sempre que o carvão vegetal deve estar em brasa e nunca em chamas.A quantidade de incenso que queira queimar deve ser proporcional ao tamanho da sala e ao número de pessoas presentes. Para isso somente através da experimentação descobriremos a quantidade certa.
Na casa em que me criei para a umbanda, foi no defumador que conheci grandes companheiros e pessoas para com quem carrego um respeito e afeto imenso. Muito axé para Bruno, Fumaça, Kadim e Jorjão, pessoas que me ensinaram um pouco mais sobre a arte de defumar.
"Corre gira pai ogum, filhos quer se defumar, umbanda tem fundamento é preciso preparar"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ervas na umbanda



Abôs, amacis, defumações e banhos de descarga. Esses são só alguns exemplos de fundamentos de umbanda que utilizam os segredos das ervas para manipular energia. Esse elemento possui poderes para atuar junto ao campo energético dos médiuns conhecidos por diversos povos ancestrais. No candomblé sua importância é tanta, que um orixá é responsavél pelo guarda desse segredo: Ossaim.

As ervas carregam grande força de energia vital dos vegetais. Por meio de uma combinação correta de elemetos, podem gerar energias positivas no que diz respeito ao equilibrio mediunico, ligação com os orixás e limpeza espiritual. Entretanto, quando manipuladas de forma errada podem ser a razão da queda de qualquer praticante da umbanda.

Nesse primeiro post, vamos tratar especificamente dos banhos, para depois entrarmos em um assunto mais complexo, os amacis. Os banhos de erva podem ser divididos em duas vertentes principais: banhos de descarrego e banhos de fixação.

Os banhos de descarrego são aqueles em que as entidades manipulam a energia das ervas para que todas as vibrações negativas, elementos de magia negra e influência de obssessores que estajam fixadas no perispírito sejam dissipadas. Qual praticante de umbanda nunca foi aconselhado a tomar um "banho de arruda para descarregar"?

Uma característica importante dos banhos de descarrego é que sempre são feitos ao natural. Raros são os banhos dessa natureza em que se "cozinha" a erva. O sangue vegetal, nesse caso, é obtido por meio da maceração das ervas e obtenção do sumo.

Já os banhos de fixação são aqueles utilizados para energização dos chácaras para o fortalecimento do procedimento mediúnico ou ligação do encarnada com a espiritualidade do alto astral. É o famoso banho de rosas brancas, por exemplo. Aqui, sim, muitas vezes se tem a necessidade do uso de água quente para obtenção do sumo, o que não inviabiliza a maceração.

Tão importante quanto a erva utilizada, é a "água" em que será manipulada. Por isso, é fundamental que o preparador do banho estaja atendo a temperatura e origem da mesma. Muitas vezes os banhos exigem água da cachoeira, água do mar e até mesmo água de coco. Espero ter ajudado sobre essa breve explicação sobre esse assunto tão denso. Logo, apresentaremos mais explicações sobre as ervas e os orixás.